11 de setembro de 2008


"Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia, duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, ,veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.”


- Caio Fernando Abreu.

- Filosofia de calçada


Meu pensamento voa

Pelo chão cheio de raiva

Cana e atenção

Como esse poema bobo

Amassado no bolso

Em que bar será

Que você fica rindo

Daquele amor

Que eu achava lindo?

Mas eu não vivo mais feliz

Fazendo o que o meu coração me diz

E ele quis assim

Que eu ficasse

Dando mole na esquina

Fazendo pose

E se não der certo

Meu coração é esperto

Não vai parar de bater

Pra te esquecer, meu bem


Rei Cazuza.

Eu queria ter uma bomba!


No dia que eu explodir!

Ah, como eu queria entender essa falta de sentido que me faz sentir como álcool, volátil.
No dia que eu explodir, amor, virarei beija- flor e voarei longe só pra vê teu pôr - do - sol de pertinho e pelo menos uma vez incorporar a via láctea, isso vai me fazer arder em chamas, então me transformarei em leoa, serei a rainha da selva só pra ter você como meu súdito e poder te jantar todos os dias com a mesma fome entorpecente. Depois virarei, senão o ar, só para anexar em mim o teu cheiro alucinante e me sentir possuída pela essência mais fatal. Como ar, um dia me condensarei e precipitarei, só para ser as gotas que molham o teu cabelo e escorrem o teu corpo libidinoso, feito para o mal mais delicioso dos bens...Mas uma hora, a água seca, então acordarei e voltarei para o meu corpo desejando ser da Al- Qaeda para explodir e te sentir dentro de mim.
Talvez eu nunca exploda, mas não importa, pois o mundo é para pessoas feitas você, aquelas que mesmo com as sensações mais inigualáveis, não sentem. ;(